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Dissertações

DA APARÊNCIA À REALIZAÇÃO DA LIBERDADE ATRAVÉS DA ARTE: UM ESTUDO DO CONCEITO DE BELO EM SCHILLER E HEGEL.

ISABELLE VIANNA BUSTILLOS VILLAFAN

Dissertação
Autor
ISABELLE VIANNA BUSTILLOS VILLAFAN
Orientador(a)
MÁRCIA CRISTINA FERREIRA GONÇALVES
Universidade
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007ISABELLE VIANNA BUSTILLOS VILLAFAN. DA APARÊNCIA À REALIZAÇÃO DA LIBERDADE ATRAVÉS DA ARTE: UM ESTUDO DO CONCEITO DE BELO EM SCHILLER E HEGEL.. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): MÁRCIA CRISTINA FERREIRA GONÇALVES.2

O presente trabalho é um estudo acerca do desenvolvimento do conceito do belo e da arte no contexto do idealismo alemão, e tem por núcleo de investigação as posições estético-filosóficas de Schiller e Hegel. Interessa-nos mostrar de que forma a defesa da fundamentação objetiva do belo, em contraposição à delimitação subjetiva de Kant, bem como a tentativa de concretização da liberdade através do estético, formuladas por Schiller em suas cartas a Körner em torno de Kallias ou sobre a belezas (1793), nas cartas Sobre a educação estética do Homem (1895) e em sua obra Poesia Ingênua e Sentimental (1800), foram incorporadas pelas Lições sobre Estética (1818-29) de Hegel e ressaltadas enquanto o primeiro passo em direção a constituição de um sistema propriamente estético ou artístico, ganhando ou sofrendo, contudo, ao longo destas Lições, uma reformulação dialético-especulativa, que pode ser compreendido pela articulação de duas teses complementares do belo e da arte, quais sejam: a tese idealista do belo como manifestação ou aparição sensível da Idéia e a tese realista da arte como realização da liberdade do espírito humano na história do mundo. Desse modo, a dissertação é dividida em duas partes. A primeira parte, intitulada “Schiller e a objetivação da beleza”, propõe-se a explicitar em que consiste este fundamento objetivo do belo, e de que modo a tese da objetividade estética, embora orientada segundo os princípios da filosofia kantiana, antecipa, e de maneira peculiar ao longo de suas obras, sobretudo em Poesia Ingênua e Sentimental, o ideal-realismo estético que seria posteriormente assumido pela filosofia da arte de Hegel. A segunda parte, chamada “ Hegel e a concepção dialética do belo”, busca mostrar, através da relação dialética entre a Idéia, o conceito e a realidade, qual a posição e significação do belo e da arte no sistema hegeliano, e tem por objetivo compreender como se articulam e até que ponto é possível sustentar no desenvolvimento do sistema histórico-conceitual das formas universais e particulares da arte, uma complementaridade entre as teses idealista e realista da beleza, uma vez que o próprio Hegel admite, na modernidade, um desequilíbrio e mesmo a dissolução e ultrapassamento do conceito idealista clássico de belo e a incidência recorrente de uma espécie de realismo prosaico nas artes, principalmente na poesia., considerada por ele a arte suprema ou absoluta. Nosso trabalho culmina portanto na tentativa de elucidação desta arte moderna, e tem por intenção mostrar que mesmo quando nega, dissolve-se ou ultrapassa a si mesma, não é a Idéia do belo ou da arte que morre, mas é o próprio conceito da arte que se transforma e que exige lógica e historicamente de si e daquele que a produz a busca e a conquista de uma nova forma e de um novo conteúdo artístico. Isso não como heteronomia ou alienação daquilo mesmo que a arte é, mas como expressão de sua máxima liberdade.