- Autor
- CAROLINA DE MELO BOMFIM ARAUJO
- Orientador(a)
- MARIA DAS GRACAS DE MORAES AUGUSTO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
No Górgias de Platão uma questão é colocada já em seu prólogo: o que é a arte (Téchne) de Górgias? Perpassando o discurso de todos os personagens, uma totalidade de sentido é revelada. A relação entre poder (dúnamis) e o discurso (lógos) é a primeira e mais fundamental abordagem da Arte, por isso o diálogo começa com Górgias. Polo, por sua vez, trará uma nova perspectiva a conexão entre arte, acaso (túche) e experiência (empeiría). É com Cálicles que o escopo se volta para a diferença entre Lei (nómos) e natureza (phúsis), onde a arte coincide com a ação do mais forte. Quanto a Sócrates, ao longo de todo o diálogo ele expõe a necessidade de um quê a mais, ausente em todos os outros discursos, e que só se reverará quando ele - oh insistência filosófica - passar a dialogar consigo mesmo. Esse quê: o cosmos e a igualdade geométrica
