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DA CARNE SENSÍVEL À SINGULARIDADE ÉTICA:.A SENSIBILIDADE COMO CONDIÇÃO-GÊNESE DA.INDIVIDUAÇÃO NA FENOMENOLOGIA LEVINASIANA

Cristiano Cerezer

Dissertação
Autor
Cristiano Cerezer
Orientador(a)
Marcelo Fabri
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Cristiano Cerezer. DA CARNE SENSÍVEL À SINGULARIDADE ÉTICA:.A SENSIBILIDADE COMO CONDIÇÃO-GÊNESE DA.INDIVIDUAÇÃO NA FENOMENOLOGIA LEVINASIANA. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RS. Orientador(a): Marcelo Fabri.1

Nosso estudo pretende analisar a questão da sensibilidade no pensamento de Emmanuel.Lévinas, tendo em vista seu papel fundamental na individuação do sujeito no seio de uma.temporalização diacrônica que adquire uma significação ética. A sensibilidade será tomada.como condição genética da subjetivação do eu que encontra na relação com o outro a norma.genética da significação. Será precisamente seguindo a radicalização da fenomenologia do.sensível, simultânea à crítica da representação e da ontologia, que encontraremos o campo de.gênese da abordagem ética levinasiana. O pensamento de Lévinas é conhecido por defender o.primado da ética sobre a ontologia tendo em vista uma subjetividade responsável antes da.liberdade e que, por ser hospitalidade, é atravessada por uma referência à alteridade.irredutível de outrem. Mas tal relação é condicionada por uma alteridade-a-si e por uma.hiperestesia. É possível que nossa “consciência moral” esteja entranhada em nossa carne,.como a heteronomia da resposta? Como a sensibilidade se torna responsabilidade e então.intencionalidade? De que maneira surge uma significação ética enraizada na individuação.sensível do sujeito? Faremos uma análise preliminar da corporeidade na fenomenologia.levinasiana, considerando sua recepção crítica do método fenomenológico e sua releitura.ontológica e ética a partir da sensibilidade purificada de seus traços objetivantes. Esta será.captada em dois registros: fruição e vulnerabilidade. Analisaremos a gênese da.responsabilidade tomando como enfoque a afetividade descrita sob os traços do “sofrimento”..Este indica um regime subjetivo em que impera a passividade e cuja ambigüidade se situa na.tensão entre o sentido inter-humano e o absurdo do anonimato. O “sofrimento por” ganharia.sentido na proximidade inter-humana enquanto implica uma responsabilidade individual e.inalienável. A passagem da carne sensível à singularidade ética pressupõe a sensibilidade.como campo de uma intriga que entrelaça temporalização e individuação através da.significação da responsabilidade: UM-pelo-OUTRO.