Da Potência da Substãncia Absoluta à Potência do modo finito: Sobre as condições ontológicas da ação livre
MARIA DE GUADALUPE ROCHEMBACK GUTTERRES
- Autor
- MARIA DE GUADALUPE ROCHEMBACK GUTTERRES
- Orientador(a)
- MARCOS ANDRÉ GLEIZER
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Nesta dissertação propomo-nos a examinar a condição ontológica necessária para a compreensão do conceito espinosista de liberdade, a saber, a potência. Partiremos de uma discussão da definição de liberdade como autosuficiência na existência e na ação e, em seguida, investigaremos os conceitos de essência, de existência e de potência, examinando sua articulação, primeiro, no nível da substância absolutamente infinita e, após, no nível do modo finito.A análise pretenderá reconstruir o modelo de liberdade na ordem do ser infinito para aplicá-lo ao ser finito, conforme formos reconstruindo as teses que permitam reconduzir a liberdade ao horizonte do modo, uma vez que , sendo apenas uma expressão do ser infinito, não pode,como aquele, satisfazer plenamente a todos os aspectos da referida definição. Mostraremos como Espinosa rompe com a idéia de livre arbítrio, idéia dominante entre os filósofos do século XVII, substituindo-a pelo exercício ativo da potência e fundando, aí, a proximidade entre o homem e Deus.
