- Autor
- Nelson Lorenski
- Orientador(a)
- Flávio Beno Siebeneichler
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
O objetivo deste trabalho é analisar o conceito de significado utilizado por Habermas na fundamentação da teoria crítica da sociedade em termos de comunicação lingüística, ou racionalidade comunicativa. A hipótese que guia nosso trabalho é que para Habermas o significado não está propriamente nas expressões lingüísticas, embora deva encontrar uma expressão lingüística adequada para poder se manifestar..O significado é uma característica imanente da ação humana que é um comportamento regido por regras que se “introduz a limine como sentido lingüístico” porque a linguagem permeia e de certo modo transcende o mundo, se pensarmos que a realidade toda se nos apresenta lingüisticamente organizada. Por isso, ao se referir às relações sociais Habermas utiliza o expressão “ agir comunicativo”, conceito que considera os atores como falantes e ouvintes que interagem como sujeitos enquanto se referem a algo no mundo objetivo, social ou subjetivo e sobre esses três mundos buscam o entendimento. Mas para chegar ao conceito de intersubjetividade, Habermas precisou superar a filosofia do sujeito auto-referente que era obstáculo para o nascimento do alter ego com quem o Eu precisa interagir. Esses elementos lhe foram oferecidos por Husserl, Wittgenstein e Mead. Mas a passagem da semântica à pragmática só foi possível com a adoção da teoria dos atos de fala de Austin e Searle. Na Pragmática Universal ou Formal, Habermas analisa os diferentes atos de fala que constituem o agir comunicativo e estabelece que o seu significado, veiculado através de uma expressão lingüística bem formada, isto é, inteligível e aceitável, corresponde às seguintes pretensões de validade: sinceridade, verdade e correção. Neste trabalho nos detivemos especialmente nas pretensões de verdade e correção e a função justificadora do discurso.
