Da subjetividade transcendental à transcendência ética: um estudo sobre a questão da alteridade em Kant e Levinas.
Evaldo Antônio Kuiava
- Autor
- Evaldo Antônio Kuiava
- Orientador(a)
- Pergentino Stefano Pivatto
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Da subjetividade transcendental à transcendência ética..um estudo sobre a questão da alteridade em kant e lévinas.... O estudo aborda a questão da Alteridade, perguntando-se pelas condições de possibilidade de uma relação ética de transcendência. Trabalha-se com a hipótese de que a filosofia transcendental kantiana é insuficiente para abordar a questão da relação ao outro. O fio condutor que orienta a investigação é fornecido pela noção de sujeito e da capacidade deste de determinar as regras do conhecimento e da ação moral. Para tanto, analisa-se a estrutura da subjetividade em Kant. Na esfera teórica da subjetividade, à luz da doutrina do idealismo transcendental, investiga-se os efeitos por ela produzidos no que diz respeito à experiência intersubjetiva e o alcance significativo da mesma; no âmbito prático da subjetividade, explicita-se o modo pelo qual o Outro é integrado no Mesmo. A consideração do outro tem como fundamento a própria consciência monológica e o seu reconhecimento é fruto da necessidade de universalização das máximas, a saber, uma exigência para validar a moralidade. Em Kant, a alteridade cumpre sempre a função de confirmar formalmente uma estrutura universal. Diante disso, Lévinas apresenta uma nova concepção de subjetividade humana para além da identidade do mesmo, capaz de respeitar a alteridade do outro enquanto absolutamente outrem, fora de qualquer mediação conceitual. A sua proposta filosófica visa a destituição do sujeito autônomo do seu poder de legislar os princípios que regem a lei moral. Por isso, substitui o princípio da autonomia pelo princípio da heteronomia e, por meio da descrição ética, propõe que a heteronomia seja a condição de possibilidade para o eu chegar à autonomia, operando uma nova """"revolução copernicana"""" na história da Filosofia Prática. Sendo assim, o sentido que inspira a ação humana não se concentra mais no ser, mas no movimento do que vai em direção ao outro para instaurar a justiça e a paz.
