Da unidade, extensão e significado do estado platônico
ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS GUIMARÃES
- Autor
- ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS GUIMARÃES
- Orientador(a)
- JOSÉ ANTÔNIO DE C. R. DE SOUZA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
O presente trabalho intenta apresentar uma leitura da República platônica, levando em conta os diálogos que a precederam, maneira de tentarmos compreender a dinâmica inicial do pensamento do autor. Ao fazê-lo, tomamos como ponto de partida a própria noção de Estado que permeia toda a obra. Segundo acreditamos, tal noção ali tem o caráter duma representação simbólica, metafórica, cujo sentido maior é o de referir-se à própria alma humana. O estudo desta, bem como sua educação, assim, funcionará como o centro gravitacional em torno do qual todos os assuntos da República são tratados, sendo inclusive o que possibilita pensar o Estado, o qual, nem por isso, deixará de ser o fundo teórico de todo um devir da alma, movimento melhor empreendido quanto mais os elementos internos dela desempenharem em harmonia sua funções. Para Platão, a alma humana traz imensas potencialidades, sendo capaz de, alimentada pela força de sua parte melhor, a racional, empreender todo um difícil caminho de aprimoramento. Baseia-se nisso o próprio sentido que Platão atribui à filosofia, inspirado nos ensinamentos do seu mestre Sócrates. Esse caminho culmina na ciência da dialética, o método gradual pelo qual a alma vai desprendendo-se das influências sensíveis, das imagens e, fazendo uso somente das idéias, torna-se capaz de apreender ou contemplar um princípio absoluto, no caso, a idéia do Bem, o ponto alto do saber: o do ser.
