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Dissertações

DE BEATA VITA DE SANTO AGOSTINHO: UMA REFLEXÃO SOBRE A FELICIDADE

Neuza de Fatima Brandellero

Dissertação
Autor
Neuza de Fatima Brandellero
Orientador(a)
Jamil Ibrahim Iskandar
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Neuza de Fatima Brandellero. DE BEATA VITA DE SANTO AGOSTINHO: UMA REFLEXÃO SOBRE A FELICIDADE. 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Jamil Ibrahim Iskandar.1

O presente trabalho “De Beata Vita de Santo Agostinho: uma reflexão sobre a felicidade”, é uma abordagem a partir do pensamento agostiniano sobre a vida feliz. Agostinho, após viver uma intensa crise intelectual, moral e religiosa é mergulhado numa inquietude profunda. Ao ler as cartas de São Paulo, percebe que caem por terra todos seus projetos, então decide renunciar às ambições sociais que sempre desejou e pede demissão do seu cargo de reitor. É o início de sua conversão ao cristianismo! No outono do ano 386, Agostinho se retira para a chácara emprestada do seu amigo Verecundo, em Cassicíaco, perto de Milão. Leva consigo um pequeno grupo de parentes e amigos. Ele divide seu tempo entre oração, meditação e discussões filosóficas e religiosas, nascendo destas reflexões um dos seus primeiros livros, De Beata Vita. Esta dissertação está dividida da seguinte forma: Introdução: Quer ser uma contextualização histórica e cultural da época, para melhor situar o pensamento agostiniano. Saber quais as influências filosóficas e teológicas absolvidas por Agostinho. Primeiro capítulo: A trajetória pessoal que Agostinho percorreu até sua conversão ao Cristianismo. Segundo capítulo: O pensamento do livro De Beata Vita e suas subdivisões. Em seu prefácio encontra-se a alegoria da navegação, destacando a filosofia, como indispensável para a felicidade humana. “Somente ela é capaz de nos levar às margens de uma vida feliz”. Em seguida o texto é dividido em três dias de discussão, sobre a felicidade. Durante os dois primeiros dias, Agostinho conduz o debate, visando chegar a uma definição pessoal de como conceber uma vida feliz. No terceiro dia faz um longo relatório sobre a passagem da sabedoria filosófica à sabedoria divina, encarnada no Filho de Deus. Mônica, sua mãe, a quem a fé muitas vezes ultrapassou em inteligência a ciência dos filósofos, faz a conclusão do diálogo, surpreendendo o próprio Agostinho. Ela reconhece na fé cristã a Trindade. E com uma oração ao Deus Uno e Trino, termina o diálogo. Agostinho é o último dos filósofos antigos e o primeiro dos medievais a fazer uma espetacular conciliação entre fé e razão, sintetizando-a neste axioma: ”Credo ut intelligam et intelligo ut credam”! O tema da felicidade está presente em muitas outras obras de Santo Agostinho.