- Autor
- Benes Alencar Sales
- Orientador(a)
- Vincenzo Di Matteo
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Por ser a subjetividade o tema central desta pesquisa, na primeira parte de nosso estudo iremos expor, em linhas gerais, como foi sendo elaborada gradativamente a visão do homem em Descartes. Apresentaremos suas principais fontes de inspiração, ou mais precisamente, de que forma a filosofia escolástica e pensadores renascentistas concorreram para a concepção cartesiana do homem. Examinaremos ainda em que medida o cartesianismo se mostra em alguns momentos como uma ruptura e, em outros, estabelece um elo com o saber filosófico que o antecedeu.....A mudança radical da concepção de sujeito que se opera com Descartes aponta, nos dias atuais, para novos questionamentos provocados pelas recentes interpretações advindas de sua visão dualista do homem. Na segunda parte, mostraremos que da intuição original e indubitável do eu penso, desponta o sujeito pensante ou sujeito do cogito que emergindo da dúvida, firma-se como consciência de si e constitui-se fundamento de toda a realidade. Todavia, veremos que esse sujeito da res cogitans (coisa pensante), princípio fundamental do cartesianismo já tão explorado no âmbito filosófico e em outros horizontes como o da Psicanálise, não esgota o sujeito cartesiano. No capítulo final de nosso trabalho, voltaremos nossa atenção para Les Passions de l'âme, última obra de nosso filósofo. Analisaremos como corpo e alma, unidos na experiência passional, formam o homem concreto que constituirá o sujeito das paixões.....Finalmente, o que o sujeito em Descartes: a res cogitans apenas, ou o homem em sua totalidade ? Pode-se falar de um sujeito corporal ? Há uma subjetividade moral ? O que vem a ser o sujeito das paixões ? É em torno dessa problemática que gravitará nossa pesquisa.
