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Dissertações

Descartes e o ceticismo: o estatuto da dúvida na filosofia cartesiana

MAÍRA DE SOUZA BORBA

Dissertação
Autor
MAÍRA DE SOUZA BORBA
Orientador(a)
JOSÉ RAIMUNDO MAIA NETO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011MAÍRA DE SOUZA BORBA. Descartes e o ceticismo: o estatuto da dúvida na filosofia cartesiana. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): JOSÉ RAIMUNDO MAIA NETO.2

O objetivo dessa dissertação é analisar o estatuto da dúvida em Descartes, tendo em vista elucidas as raízes de sua constituição e determinar o papel do ceticismo nesse processo. Por meio da comparação com os céticos chega-se a conclusão de que Descartes foi influenciado principalmente pelos modernos contemporâneos a ele (Montaigne, Charron e La Mothe Le Vayer) e que, em relação ao ceticismo antigo, o mais importante é a distinção entre acadêmicos e pirrônicos, que será fundamental para a compreensão do filósofo. A análise da tese de Popkin, que se coloca com central , tendo em vista o objetivo de determinar o papel do ceticismo na filosofia cartesiana, revela que não há provas suficientes para validar a ideia de que a refutação do ceticismo seria o principal objetivo de Descartes. Todavia, o lugar do ceticismo na filosofia cartesiana não pode ser menosprezado, pois a dúvida deve ser vista como um passo necessário na busca da verdade. Há que se destacar o fato de que o ceticismo deve ser visto como exercendo uma influência tanto negativa, quanto positiva em Descartes. é por deixar de lado um, ou outro, desses aspectos que a maioria dos comentadores do filósofo apresenta teorias radicais ou insuficientes a respeito da relação entre Descartes e o ceticismo. Para se escapar a isso se deve atentar para a distinção entre ceticismo acadêmico e pirrônico, pois enquanto o ceticismo pirrônico é recusado por Descartes, muitos dos elementos do ceticismo acadêmico são assimilados por ele.