- Autor
- MARCO AURELIO IURK
- Orientador(a)
- FEDERICO FERRAGUTO
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2017
ESTA DISSERTAÇÃO TEM COMO OBJETIVO PRINCIPAL ANALISAR A RELAÇÃO ENTRE OS CONCEITOS DE DEVER E DE LIBERDADE NOS PRINCIPAIS TEXTOS FILOSÓFICOS DE IMMANUEL KANT, COM O INTUITO DE IDENTIFICAR, VERIFICAR E DISCUTIR A POSSIBILIDADE DE CONTRADIÇÃO ENTRE O DEVER E A LIBERDADE. TENDO EM VISTA QUE O PENSADOR ALEMÃO SE REFERE À LIBERDADE COMO UM PROBLEMA, COMO NO EXEMPLO OBSERVADO NA OBRA FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, MENCIONADO, SOBRE A QUESTÃO DA LIBERDADE, COMO UM CÍRCULO VICIOSO. O PRÓPRIO AUTOR AFIRMA QUE NÃO HAVERIA NO MUNDO UMA EXPERIÊNCIA QUE PUDESSE PROVAR A EXISTÊNCIA DA LIBERDADE, EM QUE KANT DESENVOLVE UM ARGUMENTO TEÓRICO PARA A LIBERDADE EM QUE ESTA É ABSOLUTA E QUE A PARTIR DESSE ARGUMENTO A VALIDADE OBJETIVA DA LEI MORAL DEVE OCORRER DE UMA DEDUÇÃO. DESTA OBRA TAMBÉM É TRABALHADO O CONCEITO DE DEVER, QUE É REGIDO PELO IMPERATIVO CATEGÓRICO, É ATRAVÉS DESTE QUE O AUTOR ESTABELECE SUAS MÁXIMAS PARA QUE O COMPORTAMENTO HUMANO DEVA SER UNIVERSALIZADO, COMO UM DEVER PROPRIAMENTE DITO, QUE ORIENTA A VONTADE DO HOMEM PARA O QUE DEVE FAZER. NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA, ONDE VEMOS QUE, EMBORA NÃO HAJA A POSSIBILIDADE DE CONHECER A LIBERDADE EM RELAÇÃO A UM SER QUE SE COLOQUE SOB EFEITOS DO MUNDO SENSÍVEL, PODE-SE DISCORRER SOBRE A LIBERDADE DESDE QUE SE FAÇA UMA DISTINÇÃO CORRETA ENTRE AS FORMAS DE REPRESENTAÇÃO QUE O HOMEM TEM, AS FORMAS SENSÍVEL E A INTELIGÍVEL. NA TERCEIRA ANTINOMIA KANT APRESENTA O PROBLEMA DA LIBERDADE, ONDE HÁ A EXPOSIÇÃO DE UMA TESE DEFENDENDO UMA SUPOSIÇÃO, QUE, NO CASO ESPECÍFICO A TESE DEFENDE A EXISTÊNCIA DA LIBERDADE, E EM SEGUIDA HÁ UMA ANTÍTESE COM SUAS PROVAS REFUTANDO A EXPLANAÇÃO ANTERIOR, SE TUDO AQUILO QUE ACONTECE VEM A SER DETERMINADO CASUALMENTE OU SE REALMENTE EXISTIRIA UMA CAUSA REALMENTE LIVRE. E, ASSIM, O AUTOR BUSCA EXPLICAR MELHOR A LIBERDADE. NA CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA, KANT CONCEITUA O DEVER, QUE TEM O SEU FUNDAMENTO NA RACIONALIDADE QUANDO ORDENA A LEI DA MORALIDADE SOB O NOME DE DEVER, POIS, ATRAVÉS DO ENTENDIMENTO QUE O HOMEM TEM DESTE PRECEITO, NÃO PRECISA SER ENSINADO SOBRE AS REGRAS DE PROCEDIMENTO QUE O PERMITEM SEGUIR ESSA LEI. NESTA OBRA, JÁ NO SEU PREFÁCIO, KANT NOS TRAZ O CONCEITO DE LIBERDADE EM QUE A REALIDADE DESTA SE CONFIRMA NUMA LEI DA RAZÃO PRÁTICA QUE É EVIDENTE POR SI MESMA, ASSIM É CONFIRMADA A EXISTÊNCIA DA LIBERDADE E SE PROVA ATRAVÉS DA LEI MORAL. A LIBERDADE SE DÁ ATRAVÉS DE UM FATO DA RAZÃO E SE TORNA COMO UMA CREDENCIAL PARA A LEI MORAL. AINDA QUE A REALIDADE DA LIBERDADE DEVA SER ACEITA, COMO UMA DEDUÇÃO OU COMO PRESSUPOSTA, DA MANEIRA QUE ESTÁ EXPOSTO NA FUNDAMENTAÇÃO E NA PRIMEIRA CRÍTICA, O QUE JÁ APRESENTARIA QUESTIONAMENTOS, NA SEGUNDA CRÍTICA TAL REALIDADE É SIMPLESMENTE DADA COMO UM “FATO DA RAZÃO” OU COMO UMA CREDENCIAL, O QUE AINDA É PASSÍVEL DE QUESTIONAMENTOS. E DESTA FORMA CONTINUA, O QUE PROCURO ARGUMENTAR, UMA RELAÇÃO CONFLITUOSA ENTRE DEVER E A LIBERDADE, POIS SE O AGIR DO HOMEM É SEMPRE PAUTADO PELO DEVER, COMO SER LIVRE POR DEVER?
