Do corpo enquanto objeto do suplício: genealogia da razão punitiva segundo Foucault
LUIS ROBERTO SOARES NUNES
- Autor
- LUIS ROBERTO SOARES NUNES
- Orientador(a)
- Nythamar Hilario Fernandes de Oliveira Júnior
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
Primeiramente, constituiremos um capítulo no qual princípios básicos para o entendimento do leitor são traçados, por exemplo, como se estruturava o pensamento de Foucault e onde se localizava em relação ao contexto filosófico; o que é a genealogia e onde ela se posiciona em relação ao pensamento de Foucault; quais as características dos conceitos de discurso, poder, corpo e verdade no pensamento do autor. Em um segundo momento, descreveremos - justamente o ponto essencial a essa dissertação - a função que o corpo exercia, para Foucault, nas tecnologias de punição até fim do século XVIII. ..Trabalhando com a Primeira Parte da obra Vigiar e Punir - inicialmente com o capítulo A ostentação do suplícios e depois com (o capítulo) O corpo dos condenados - tentaremos traçar o processo pelo qual o corpo percorreu dos suplícios, quando era alvo principal da punição, até o momento em que os suplícios desaparecem e o corpo passa a ser secundário nesse processo. Descrevendo esse momento, quando o corpo era o foco último do poder, queremos apontar exatamente a importância do corpo para a construção das hipóteses genealógicas de Foucault e como esse momento é essencial para toda a obra, visto ser justamente nele que corpo, poder e saber encontram-se expostos de maneira mais clara. Veremos, posteriormente, dentro da segundo parte da seção intitulada O corpo salvo do flagelo por uma nova ortopedia moral dessa dissertação, os motivos principais que levaram a uma mudança de foco dos regimes punitivos, ou seja, o motivo pelo qual o corpo passa a ser secundário no processo.
