- Autor
- Ana Margarete Barbosa de Freitas
- Orientador(a)
- Waldomiro José da Silva Filho
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Esta pesquisa tem o objetivo de fazer uma análise acerca do lugar da mente no mundo natural, tentando compreender se os estados e eventos mentais podem ser explicados dentro de um quadro conceitual naturalista, isto é, se a mente, tal como concebida na vida cotidiana, pode ser reduzida e compreendida segundo o arcabouço teórico das Ciências Naturais. A compreensão a respeito da possibilidade do empreendimento de uma abordagem naturalista na investigação dos fenômenos mentais é realizada através da exposição do fisicalismo não reducionista de Donald Davidson. Uma visão monista reducionista dos fenômenos psicológicos afirma que os comportamentos humanos são produtos de processos neurofisiológicos. Essa posição filosófica baseia-se nos resultados das pesquisas científicas que privilegiam as circunstâncias observáveis como condição necessária para apreensão dos significados dos fenômenos, de forma que é possível fazer suposições válidas, através dos recursos da Ciência Natural, sobre aquilo que existe, tendo uma explicação melhor e verdadeira acerca da estrutura da realidade. A perspectiva naturalista questiona o status epistemológico do vocabulário psicológico popular na explicação dos fenômenos mentais, trazendo sérias modificações na concepção ordinária de natureza humana, na representação que os seres humanos possuem de si mesmos como agentes racionais e conscientes das suas próprias ações, uma vez que elimina a participação causal da mente no mundo físico. A tese monista não reducionista de Donald Davidson, tenta conciliar o naturalismo com uma visão racionalista da natureza humana, isto é, aliar a participação causal dos eventos mentais no mundo natural e a sua autonomia frente às leis deterministas que regem os fenômenos físicos, o que caracteriza a anomalia do mental. Dessa forma, é a inexistência de leis precisas no domínio psicológico que impossibilita um tratamento científico da mente. Os conceitos mentais são irredutíveis e autônomos, possuindo, assim, um status epistêmico na explicação das ações humanas.
