- Autor
- MARCONE DE OLVEIRA MAFFEZZOLLI
- Orientador(a)
- Markus Figueira da Silva
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Epicuro de Samos (341-270 a.C) foi um dos mais importantes pensadores da Antiguidade. O filósofo do Jardim, como ficou conhecido, teria escrito pelo menos 300 volumes. Tendo vivido em uma Grécia sem a autonomia de outrora, viu a mitigação do sentido de liberdade (eleutheria) no campo social. Além disso, a teoria atomística que lhe antecedia e o influenciou postulava a existência tão somente da necessidade (ananké) operando na physis, engendrando um conseqüente fatalismo que se estenderia ao campo das ações humanas, reiterando a negação da eleutheria..É nesse contexto que ele vai, a partir da physiología, dar contornos originais ao estudo da physis, para poder postular a existência do acaso (tychè) operando no mundo físico e da liberdade, no agir humano. Se faz isso, é porque entende que ser livre é condição para a felicidade e esta reside no prazer. Para isso, Epicuro vai admitir o indeterminismo no âmbito da physiologia afiançando a existência de um movimento de declinação do átomo – o parênklisis..Nesse trabalho, então, faremos uma análise de como se dá a noção de eleutheria desenvolvida no pensamento epicúreo e como ela se articula com seu projeto de ética. Em especial, discutiremos como, a partir da physiología, Epicuro vai pensar um éthos-livre voltado para a realização do prazer, para a vida feliz. Para tanto, nos valemos da Carta a Heródoto, da Carta a Pítocles, da Carta a Meneceu, das 81 Sentenças Vaticanas, das 40 Máximas Capitais e de relatos doxográficos.
