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Dissertações

Elogio ao acontecimento: leituras de Émile Bréhier e Gilles Deleuze sobre a noção histórica de incorporal.

FERNANDO PADRAO DE FIGUEIREDO

Dissertação
Autor
FERNANDO PADRAO DE FIGUEIREDO
Orientador(a)
GUILHERME CASTELO BRANCO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011FERNANDO PADRAO DE FIGUEIREDO. Elogio ao acontecimento: leituras de Émile Bréhier e Gilles Deleuze sobre a noção histórica de incorporal.. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GUILHERME CASTELO BRANCO.2

O objetivo deste trabalho é apresentar duas leituras, de Gilles Deleuze e Émile Bréhier, sobre a noção estóica de incorporal. Antes de ser um conceito, é uma temática que envolve as dimensões do espaço (o vazio, o lugar), do tempo e da linguagem, como havia sugerido a lista de Sexto Empírico. Deste modo, pretende-se apresentar a leitura fundamental de Bréhier sobre estas dimensões do incorporal, para poder trabalhar a constituição de uma filosofia do Acontecimento em Deleuze, ou seja, refazer uma certa ontologia que destitui o verbo ser e o atributo a partir dos primeiros estóicos. Estes ocupam uma posição paradoxal nas duas leituras. Na leitura de Bréhier, apesar de constituir um plano dos incorporais, o estoicismo não deixa de estar ligado às noções básicas de Eu, Mundo e Deus. Deleuze, na esteira de Nietzsche, apresenta um estoicismo sem cosmo, onde os primeiros estóicos são os iniciadores de uma nova imagem (paradoxal) do pensamento, um pensamento sem imagem, onde estas três noções se desfazem. Podemos ver a diferença entre as duas leituras através da noção de.eterno retorno. A superfície, como nova imagem, será construída através de uma certa teoria dos incorporais, presente na obra La théorie des incorporels dans l'ancien stoïcisme, de Bréhier. Obra oportuna para Deleuze realizar uma filosofia do Acontecimento, quando a tarefa ontológica está sempre por se fazer. Uma filosofia que acrescentará mais um incorporal à lista, ou seja, o conceito. Enfim, o incorporal como acontecimento se torna uma espécie de elogio, uma arte do elogio ao pensamento, à própria filosofia.