Epistemologia e ciências humanas: conflitos e fronteiras nos anos 60-80
Frederico Augusto Max Vianna Martins
- Autor
- Frederico Augusto Max Vianna Martins
- Orientador(a)
- Sérgio Luiz de Castilho Fernandes
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1996
A dissertação trata das relações entre a epistemologia e as abordagens empíricas do problema do conhecimento, sua gênese e sua fundamentação. Partindo de traços persistentes da tradição filosófica ocidental, traços que teriam consolidado como típicos do trabalho epistemológico em nosso século, identifica-se como clássica uma agenda reconhecida pela tradição neo-popperiana, em especial pelas vozes de seus representantes John Watkins e David Miller. Entre as tradições que se opõem à clássica, escolhe-se a tradição sociológica de David Bloor e o ponto de vista cognitivista de Ronald Giere, representantes dos chamados Programs Fortes -programas que visam em certa medida a destituir a epistemologia do seu posto auto-atribuído de adjudicadora de fundamentos para o conhecimento ou para a ação cognitiva. Essas duas concepções da epistemologia se colocam em aguda oposição, de modo que ocorrem conflitos entre qualquer um dos pares de posições entre as quatro em destaque. A dissertação oferece uma exposição ilustrativa desse debate,objetivando fornecer ao meio acadêmico uma fonte de referência sobre esse debate relativamente recente.
