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Dissertações

Eros: a outra face da dialética platônica

Osmair Severino Botelho

Dissertação
Autor
Osmair Severino Botelho
Orientador(a)
Marcelo Perine
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Osmair Severino Botelho. Eros: a outra face da dialética platônica. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Marcelo Perine.2

Esta pesquisa pretende demonstrar como Platão retomou a educação tradicional, fundamentada e mantida nos mitos dos poetas e na didática sofista, superando-a com um novo modelo pedagógico, que tinha em vista o melhor preparo dos jovens para as responsabilidades da vida da polis. Para isso, a investigação apresenta as fases do processo dialético platônico, que orienta a educação do pretendente a filósofo, dentro de um mundo que se mantinha apegado à tradição e atraído pelas propostas dos sofistas. O tema será abordado a partir do Banquete, diálogo em que Platão exemplifica a sua dialética mediante uma discussão do mito de Eros e uma apresentação do aspecto erótico de seu método. No texto em questão, o verdadeiro ato de filosofar começa por uma ação erótica que impulsiona o pretendente a filósofo a buscar o verdadeiro belo e alcança a revelação de que a sabedoria é a mais bela entre todas as coisas belas. Assim, no Banquete, o dialético é aquele homem que, tocado por Eros, deve assumir o verdadeiro amor e tornar-se amante da sabedoria. O trabalho se divide em quatro partes: a apresentação da constituição da dialética platônica; a analise dos cinco primeiros discursos do Banquete, considerados como não-filosóficos; o estudo do discurso de Sócrates-Diotima como o verdadeiro discurso dialético que supera a educação mítica e sofistica; e, por fim, a análise do elogio de Alcibíades, mostrando como Sócrates é o filósofo e o verdadeiro homem erótico por excelência, modelo de vida filosófica a ser seguido por todo aprendiz da filosofia.