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Dissertações

Estéticas da memória: Linguagem, Origem e Imagem na crítica ao conhecimento em Walter Benjamin

Mateus Vinícius Barros Uchôa

Dissertação
Autor
Mateus Vinícius Barros Uchôa
Orientador(a)
Dilmar Santos de Miranda
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Mateus Vinícius Barros Uchôa. Estéticas da memória: Linguagem, Origem e Imagem na crítica ao conhecimento em Walter Benjamin. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Dilmar Santos de Miranda.2

O projeto de estudo em questão visa aprofundar-se na obra de Walter Benjamin, concentrando-se na idéia delimiar como uma noção estruturante que perpassa as múltiplas fases de seu pensamento. O modo de alegorese presente e expressivo na escrita deste autor, onde se articula uma teoria das imagens dialéticas, é importante para nossa interpretação pois a própria escrita benjaminiana apresenta-se como um medium-de-reflexão onde revela-se as suas concepções epistemológicas acerca do caráter da Idéia, suas reflexões estéticas e sua crítica de caráter historiográfico. Toda sua escrita que traz em si tais questões é a expressão e zona de limiar a respeito da relação belo/verdade, forma/conteúdo, linguagem/imagem, sensível/inteligível, tempo/história. Sugere-se então que a partir da relação entre verdade e beleza, Benjamin desenvolve em sua crítica o conceito de sem-expressão, elemento este que desfaz a falsa totalidade da aparência para revelar um fragmento verdadeiro do mundo, pela obra de arte, conectando a arte enquanto aparência ao campo da verdade revelando-a como lei essencial para o pensamento. O trabalho propõe-se a refletir, juntamente com essas questões, o vínculo entre o conceito de sem-expressão e o aspecto intrinsecamente fragmentário do conhecimento histórico-linguístico deste pensador berlinense no intuito de apresentar nesta reflexão a força fisiognômica da linguagem, ou seja, sua expressão imagética na relação entre símbolo e alegoria que constituem um limiar de crítica imanente do conhecimento em Walter Benjamin.