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Dissertações

Estetização da existência, agonística e política em Nietzsche

JOANA TOLENTINO BATISTA

Dissertação
Autor
JOANA TOLENTINO BATISTA
Orientador(a)
ANDRÉ MARTINS VILAR DE CARVALHO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007JOANA TOLENTINO BATISTA. Estetização da existência, agonística e política em Nietzsche. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): ANDRÉ MARTINS VILAR DE CARVALHO.2

A presente dissertação versa sobre a experiência política, inerente à vida de todos os homens, propondo-se a ressignificar esta esfera que se encontra desvalorizada desde a falência dos valores modernos. O trabalho baseia-se na compilação e posterior crítica e interpretação dos escritos políticos de Nietzsche, observando a crítica que o filósofo opera ao modelo moral moderno, extrapolado para as esferas da ética e da política, partindo da crítica específica que faz aos Estados nacionais e seus interesses monetários. Para Nietzsche a experiência política ativa e potencializadora da força humana está entrelaçada com a experiência artística, pois somente através da arte pode o ser humano aprender a perceber a sua vida pessoal como parte de um todo, de um tecido social. Em nossa análise Nietzsche traça assim o esboço de uma estetização da. existência, uma vez que valoriza a criatividade, a singularidade, a imanência, a. agonística, a vida baseada em valores artísticos de construção e desconstrução tratar a vida como obra de arte o que pressupõe a valorização da diferença, da multiplicidade. Nessa aproximação que fazemos entre arte e estetização, existência e política, observamos que a proposta política de estetização da existência, que Nietzsche lança, se aproxima do que hoje se denomina por micropolítica: a participação ativa de cada membro atento e questionador na coletividade.