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Dissertações

ESTÍMULOS PROXIMAIS E DISTAIS:.AS CRÍTICAS DE DAVIDSON A QUINE

Karen Giovana Videla da Cunha Naidon

Dissertação
Autor
Karen Giovana Videla da Cunha Naidon
Orientador(a)
Albertinho Luiz Gallina
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Karen Giovana Videla da Cunha Naidon. ESTÍMULOS PROXIMAIS E DISTAIS:.AS CRÍTICAS DE DAVIDSON A QUINE. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA, RS. Orientador(a): Albertinho Luiz Gallina.1

Há aproximados trinta anos, iniciou-se um debate entre os filósofos W. V. O. Quine e D..Davidson a respeito de onde deveria ser situado, na cadeia causal mundo-falante, o elemento.que determina o significado empírico de frases de observação ? doravante, chamar-se-á tal.elemento de “estímulo”. De acordo com Quine, que sustenta o que se pode chamar de.“concepção proximal”, tal estímulo estaria localizado na superfície sensorial do falante, ou.seja, em posição próxima a este em referida cadeia causal ? estímulo proximal ?; Davidson,.por outro lado, critica a concepção proximal, pelo fato de que a mesma não seria capaz de.explicar a natureza pública da linguagem, e sugere a Quine seu abandono em prol da.concepção distal, por ele próprio sustentada, conforme a qual tal estímulo estaria situado nos.próprios objetos e eventos sobre os quais falam as frases, isto é, em posição maibs distante do.falante ? estímulo distal. A despeito da sugestão de Davidson, Quine insiste até o final de sua.obra em não adotar oficialmente a concepção distal, introduzindo, contudo, algumas.modificações em sua concepção a fim de escapar às críticas procedidas por aquele autor..Tendo em vista essa divergência entre os dois autores, a presente dissertação tem como.objetivo proceder à reconstrução e avaliação desse debate. Há que se ressaltar, antes de tudo,.que Quine é um filósofo muito sistemático e que suas teses estão intimamente conectadas.entre si, de modo que se faz necessária uma visão mais geral de sua filosofia sempre que se.deseja entender um problema específico que se encontra nela inserido, sob pena de prejudicar.a adequada compreensão do mesmo. Por essa razão, este trabalho será dividido em duas.partes principais: a primeira delas será reservada à tentativa de situar o problema central que.será nele examinado no bojo mais amplo da filosofia quineana como um todo, enquanto a.segunda parte será dedicada propriamente à reconstrução do debate. A conclusão a que se.chega é que a formulação final da concepção de Quine pode ser considerada satisfatória como.solução de muitos problemas da formulação inicial da concepção proximal desde se siga a.sugestão de Lars Bergström e se entenda que o significado de uma frase de observação deve.consistir nas disposições de um sujeito para assentir ou dissentir a ela, em vez de identificar o.significado com o conjunto de estímulos proximais que o falante vincula a ela. Ademais, por.mais que seja possível levantar objeções contra a solução final de Quine, ela pode ser.considerada a saída mais adequada aos problemas da concepção proximal quando comparada.à sugestão feita por Davidson, uma vez que a adoção da concepção distal não seria satisfatória.para os propósitos filosóficos de Quine.