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Dissertações

Ética como filosofia primeira em Emmanuel Lévinas

Emanuel Marcondes de Souza Torquato

Dissertação
Autor
Emanuel Marcondes de Souza Torquato
Orientador(a)
Custódio Luis Silva de Almeida
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Emanuel Marcondes de Souza Torquato. Ética como filosofia primeira em Emmanuel Lévinas. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Custódio Luis Silva de Almeida.2

O objetivo desta dissertação é a compreensão da tese principal do pensamento levinasiano: a ética como filosofia primeira. Investigamos esta questão a partir da obra pela qual Lévinas é mais conhecido e em que este pensamento é apresentado de forma mais elaborada: """"Totalidade e Infinito"""". Com esta afirmação ele apresenta uma crítica à filosofia nos moldes modernos - a filosofia da subjetividade - , colocando a fundamentação do conhecimento na relação com o outro, na intersubjetividade. Na base de todo o saber está a ética que Lévinas também chama de relação metafísica, um acordo mínimo necessário, respeitoso, pautado pela justição, entre o eu e o outro..A estruturação do seu pensamento apresenta uma complexidade desencadeada pelo fato de que, embora partindo da fenomenologia, ele traz elementos ou categorias alheias ao pensamento ocidental elevando-os à posição de categorias filosóficas. Constrói, assim, a sua reflexão retomando categorias como ontologia, metafísica e ética e introduzindo termos da sabedoria judáica como revelação, epifania, escatologia e messianismo..Para entender sua tese se faz necessário compreender o significado das principais categorias utilizadas na sua construção. Para tanto esta pesquisa está estruturada a partir de três momentos: a reconstrução dos conceitos de subjetividade, metafísica e alteridade por parte de Lévinas..Uma subjetividade verdadeira, emancipada enquanto tal, só é possível enquanto se realiza como abertura para a alteridade, enquanto """"desejo metafísico"""". A isto Lévinas chama de """"infinição do infinito"""", ou seja, o infinito, com a ajuda da compreensão de Descartes, apresenta-se como inadequação à idéia de infinito no sujeito, irrompendo-o e ultrapassando. A partir daí buscamos descrever todo o processo de constituição da subjetividade partindo da sensibilidade passando pela teoria até chegar ao encontro na """"epifania do rosto"""" possibilitador da verdadeira """"paz messiânica"""".