- Autor
- Fabiano Clevis Boff
- Orientador(a)
- Adriano Naves de Brito
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
A Dissertação aborda as relações entre Moralidade e Felicidade na filosofia prática de Kant. Perguntamos por que a felicidade, muito embora tenha um papel importante nas ações humanas, não pode se constituir como princípio da moralidade, tal qual um dever. A teoria moral kantiana tem, no dever, no imperativo categórico e na autonomia, alguns dos conceitos que expressam as bases puramente racionais em que se assenta sua ética, os quais funcionam como critérios para os juízos morais. Com base nesses conceitos, a ação moral não pode ser realizada como um meio para se chegar a um fim, devendo ser um fim em si mesma. Embora a obtenção da felicidade seja um dos fins mais almejados pelos seres humanos em suas ações, para Kant, buscar a felicidade como um fim exige uma cisão com a moralidade. Mas a felicidade não é completamente relegada em seu quadro moral. Ao reconhecer o caráter legítimo da busca da felicidade, Kant procura conciliar conduta moral e obtenção da felicidade. O conceito de sumo bem, pelo qual felicidade e moralidade se combinam, é o fio condutor dessa relação. A partir do conceito de sumo bem, Kant insere as ideias especulativas de imortalidade da alma e da existência de Deus, como postulados da razão prática. Há, nesses postulados, a importância de serem condições de realização da própria moralidade. Verificamos, então, como Kant desenvolve a relação entre moralidade e felicidade, bem como a distância existente entre esses dois conceitos.
