ÉTICA E METAFÍSICA EM SCHOPENHAUER: A COEXISTÊNCIA DA VONTADE LIVRE COM A NECESSIDADE DAS AÇÕES
Francisco William Mendes Damasceno
- Autor
- Francisco William Mendes Damasceno
- Orientador(a)
- Fernando Ribeiro de Moraes Barros
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
A presente pesquisa é uma análise, à luz da filosofia de Schopenhauer, da problemática.tradicional acerca do livre-arbítrio, ou liberdade de indiferença, termo mais utilizado por.Schopenhauer. Trata-se de investigar até que ponto se pode falar de uma liberdade dos atos.particulares e como esta suposta liberdade poderia ser conciliada com a necessidade causal do.mundo físico. Para tanto é preciso refazer o percurso realizado por Schopenhauer na sua.investigação ético-metafísica acerca da liberdade. Por outro lado, é extremamente importante.extrairmos as consequências existenciais surgidas da sua resposta negativa acerca da liberdade.moral, ou seja, é preciso também entendermos de que modo a liberdade, ou a sua ausência,.estão relacionadas ao sofrimento e o quanto este faz parte da vida. O percurso feito no.presente trabalho inicia-se com a exposição dos pressupostos e conceitos fundamentais da.filosofia de Schopenhauer, mais especificamente no que se refere à sua teoria do.conhecimento e à sua filosofia da natureza. Segue-se uma abordagem acerca do problema da.liberdade a partir do ponto de vista ético-metafísico, baseado fundamentalmente na obra.principal de Schopenhauer, O mundo como vontade e como representação, mais precisamente.o quarto livro. Num último momento abordaremos a problemática a partir de um ponto de.vista empírico, tendo como texto base os Aforismos para a sabedoria de vida, textos que.compõem a obra Parerga e Paralipomena, considerados por Schopenhauer como escritos.menores, por serem textos que se situam exteriormente à perspectiva mais elevada, a éticometafísica.
