- Autor
- Lucio Ferreira Alves
- Orientador(a)
- Edgard José Jorge Filho
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
Quando se fala em filosofia os nomes de Aristóteles, Sócrates, Platão, Maquiavel, Bacon, Hume, Kant, Descartes, Berkeley, Spinoza, Mill, Hobbes, Rousseau, Heel, Marx, Fichte, Scheling, Nietzsche, Locke e muitos outros vêem imediatamente à nossa mente. Mas poucaas pessoas, incluindo filósofos e cientistas, incluiriam o nome de Charles Darwin à lista. Entretanto, o seu nome está mais ligado à filosofia do que muitas pessoas podem supor. Darwin chocou o mundo com as suas teorias heréticas e modificou o curso da biologia, da filosofia e da teologia de modo que o mundo nunca mais será o mesmo depois da publicação dos seus trabalhos. Darwin contestou algumas das principais bases religiosas e filosóficas vigentes na Inglaterra Vitoriana, como a crença em mundo constante criado por Deus sábio e bom; a crença na posição única do Homem no mundo; a crença na filosofia do essencialismo; a crença na interpretação dos processos causais, isto é, finais da natureza ou teleologia. Mas Darwin fez algo ainda mais importante ao sugerir que os nossos conceitos de ética e moral também evoluiram pela seleção natural. O objetivo deste trabalho é avaliar esta hipótese e mostrar a importância do seu trabalho para a filosofia.
