- Autor
- MAURICIO JOÃO FARINON
- Orientador(a)
- Ricardo Timm de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
O homem, desde os primórdios da civilização grega, busca sua autonomia diante da natureza que se apresenta como desafio ao seu entendimento. Delineia as condições instrumentais e busca efetivar um conhecimento que garanta sua maioridade diante de mundo natural que o amedronta e se constitui em ameaça; anseia por fixar seu domínio, estabelecendo uma relação cuja marca está na constituição de um saber que permita o imperar sobre este mundo natural, com o poder do esclarecimento. Poder este que acaba por se degenerar no embuste do homem esclarecido: seu poder e domínio sobre a própria humanidade, a qual se efetiva, além das relações de trabalho marcadas pelo comando, mediante a própria ideologia, em uma tendência cultural abortiva da busca pelo esclarecimento, sendo mais a fim com o anestesiar as consciências do que em emancipá-las. Assim é que a da obra de arte acaba por se constituir em refúgio de uma verdade ainda possível diante da tendência técnica de abandono do saber em vista da praticidade e operacionalidade. Ela é o espaço privilegiado enquanto possibilitadora de esclarecimento, pois, seguindo o prognóstico de Theodor Adorno acerca da perda da evidência artística, toda obra de arte se apresenta como desafio à racionalidade e reserva de sentido, sendo portadora de um conteúdo de verdade enigmático, o qual põe em suspenso a pretensão de totalidade da razão. Da dialética entre arte e razão surge a nova possibilidade de esclarecimento, agora marcada por uma postura de não imposição, mas pelo pensamento em um constante renovar-se pela experiência e relação com o outro, livre do sortilégio da identidade, tendo o tempo como constituinte do encontro, para além de toda redução subjetiva.O homem, desde os primórdios da civilização grega, busca sua autonomia diante da natureza que se apresenta como desafio ao seu entendimento. Delineia as condições instrumentais e busca efetivar um conhecimento que garanta sua maioridade diante de mundo natural que o amedronta e se constitui em ameaça; anseia por fixar seu domínio, estabelecendo uma relação cuja marca está na constituição de um saber que permita o imperar sobre este mundo natural, com o poder do esclarecimento. Poder este que acaba por se degenerar no embuste do homem esclarecido: seu poder e domínio sobre a própria humanidade, a qual se efetiva, além das relações de trabalho marcadas pelo comando, mediante a própria ideologia, em uma tendência cultural abortiva da busca pelo esclarecimento, sendo mais a fim com o anestesiar as consciências do que em emancipá-las. Assim é que a da obra de arte acaba por se constituir em refúgio de uma verdade ainda possível diante da tendência técnica de abandono do saber em vista da praticidade e operacionalidade. Ela é o espaço privilegiado enquanto possibilitadora de esclarecimento, pois, seguindo o prognóstico de Theodor Adorno acerca da perda da evidência artística, toda obra de arte se apresenta como desafio à racionalidade e reserva de sentido, sendo portadora de um conteúdo de verdade enigmático, o qual põe em suspenso a pretensão de totalidade da razão. Da dialética entre arte e razão surge a nova possibilidade de esclarecimento, agora marcada por uma postura de não imposição, mas pelo pensamento em um constante renovar-se pela experiência e relação com o outro, livre do sortilégio da identidade, tendo o tempo como constituinte do encontro, para além de toda redução subjetiva.
