""""Explicação causal e indeterminismo na filosofia de Karl Popper""""
Willian Rodrigo Stubert
- Autor
- Willian Rodrigo Stubert
- Orientador(a)
- Eduardo Salles de Oliveira Barra
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ — UFPR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
RESUMO.Na Lógica da Investigação Científica, Popper propõe um princípio metodológico fundamental para guiar a pesquisa científica. Trata-se da regra de que não devemos renunciar a busca de leis universais, nem desistir jamais de nossas tentativas de explicar causalmente qualquer espécie de fenômenos. Com base nesse preceito, a ciência tem como meta elaborar e testar explicações nomológico-dedutivas. Embora este procedimento pareça se ajustar melhor aos padrões científicos deterministas, Popper defende, sobretudo em O Universo Aberto, que o empreendimento científico é essencialmente indeterminista. Não podemos predizer com precisão ilimitada o estado futuro de um evento específico a partir do conhecimento de certas condições iniciais e das leis da natureza. Além da afirmação epistemológica de que a ciência é indeterminista, o referido filósofo acrescenta a reivindicação metafísica de que o mundo possui uma estrutura indeterminista. Há ao menos um evento que não está predeterminado a ocorrer; assim sendo, é, em princípio, impossível predizer o estado futuro de todas as coisas que habitam o universo. No entanto, o ponto de vista metafísico de Popper não entra em conflito com suas exigências metodológicas. O objetivo desta dissertação é justamente mostrar que as noções de “explicação causal”, “falseacionismo metodológico”, “falibilismo epistemológico” e “indeterminismo metafísico” estão intimamente relacionados. Estes conceitos da filosofia popperiana não são independentes nem incompatíveis, mas sim entrelaçados...Palavras-chave: explicação causal, nomológico-dedutivo, falseacionismo, falibilismo, indeterminismo.
