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Dissertações

“Expressão e Ser no Mundo na Fenomenologia da Percepção”

Nayara Borges Reis

Dissertação
Autor
Nayara Borges Reis
Orientador(a)
Acylene Maria Cabral Ferreira
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Nayara Borges Reis. “Expressão e Ser no Mundo na Fenomenologia da Percepção”. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, BA. Orientador(a): Acylene Maria Cabral Ferreira.2

A presente pesquisa tem como objeto de estudo investigar a noção de expressão na obra Fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty. Em tal obra entende-se que o corpo experiencia o mundo de forma pré-objetiva e comunica tal experiência aos outros. É por meio da conduta sensível do corpo no mundo, de sua potência perceptiva, motora e afetiva que pode-se, então, dizer que o próprio corpo é expressão, pela capacidade de significação de si, do mundo e do outro, ao mesmo tempo, mediante sua sensibilidade existencial. Contudo, também o mundo deve ser compreendido como expressão, pois mais que o lugar da expressão, ele revela sua forma de aparecer; trata-se da expressão do ser no mundo. A expressão não se fundamenta no caráter formal de uma língua, mas na própria imersão do homem no mundo, no sentido sensível. Isso institui a expressão no contexto de tal obra, essa comunicação originária do corpo com o mundo, essa relação de significância da experiência sensível. Em textos posteriores como A linguagem indireta e as vozes do silêncio, O olho e o espírito e A dúvida de Cézanne há uma complementação, um desenvolvimento acerca da noção de expressão, sendo compreendida por meio da gestualidade cultural, presente tanto na fala como na arte da pintura. Nesses textos, o tema da pintura é tratado como o momento originário da visão, como a percepção primordial que a expressão artística capta, cujo tema da expressão é, então, investigado numa relação com a arte, em que Merleau-Ponty confere um papel fundamental à visibilidade. Percepção, linguagem e arte, portanto, são modos de expressão que decorrem da mesma estrutura sensível e existencial que envolve o corpo e o mundo, pois perceber, falar e criar são manifestações expressivas que começam no contato do corpo com o mundo, já que as palavras e os objetos artísticos não existem em um mundo em si, mas no mesmo mundo ambíguo e sensível presente já na percepção