FILOSOFIA DO HOMEM TODO: O PENSAMENTO EXPERIENCIAL DE FRANZ ROSENZWEIG
Ernesto José Haefliger
- Autor
- Ernesto José Haefliger
- Orientador(a)
- Ricardo Timm de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
Partindo da filosofia experiencial de Franz Rosenzweig, orientados pelo método analítico-interpretativo, buscamos compreender a problemática existencial do ponto de vista da multiplicidade relacional, no sentido de responder ao problema central que essa dissertação se põe; ou seja, qual a racionalidade proveniente da realidade experiencial e que dela poderá dar conta enquanto proposta de compreensão dessa mesma realidade existencial. Através da análise interpretativa do pensamento experiencial de Rosenzweig, chagamos a razão relacional como proposta de realização do sentido e da compreensão da existência. Assim, somos nossas experiências relacionais, enquanto essas realizam o sentido e a totalidade da existência. Da resposta a esse problema filosófico emerge a relevância dessa dissertação, destacando os objetivos da mesma, ou seja, alcançar uma nova matriz epistemológica capaz de apontar perspectivas para a solução dos problemas da desagregação, da dialética conceitual entre ser e pensar e do desencantamento existencial diante da complexidade histórica do mundo moderno; bem como a possibilidade de pensar o processo constitutivo da consciência moral diretamente ligada à existência temporal e, assim, integrante da mesma facticidade da realidade experiencial da vida, como instante que permite uma relação ética. Desse modo, se somos nossas experiências, então, realizamos o sentido da existência pela vivência do instante presente como fonte de criação da vida e momento de decisão e opção pela vida. Centrados na vivência do presente podemos pensar um futuro enquanto mistério e expectativa de realização e de compreensão da totalidade da vida, onde conhecer e compreender a vida em seu sentido mais amplo significa conhecer e compreender a razão que permeia as relações experienciais desde a existência mais quotidiana até o limite de compreensão da existência.
