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Dissertações

Filosofia e Colonização, uma relação que ultrapassa o jogo dos reconhecimentos

Francisco Denísio Muniz da Silva

Dissertação
Autor
Francisco Denísio Muniz da Silva
Orientador(a)
Miroslav Milovic
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Francisco Denísio Muniz da Silva. Filosofia e Colonização, uma relação que ultrapassa o jogo dos reconhecimentos. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Miroslav Milovic.2

Contemplando a globalização como a versão mais atual da colonização, nosso desafio, em primeiro lugar, consiste em superar velhas práticas de discriminação e de isolamento, de evitar que se repita com os pobres e excluídos do sistema o tratamento dispensado a seres considerados incompletos e irresponsáveis por suas ações. Este trabalho pretende relacionar o presente às desigualdades associadas às diferenças coloniais, nesse momento em que o acordado nos termos de uma moral universal pragmática desempenha o mesmo papel de uma vontade geral que desde a Modernidade priorizou a doutrina liberal sobre as diferenças. Ao acusarem determinada mentalidade de ter usurpado o lugar da razão na Europa moderna, os que se ocupam das causas, e menos dos efeitos, do contradiscurso da Modernidade sinalizam de muitas maneiras: uma delas seria indicando esse contradiscurso como desvio; outra mostrando indiretamente que será difícil reconhecer que conceitos fundadores de toda a história da filosofia forneceram a justificativa manifesta para o projeto do colonialismo. Apesar das divergências entre saber e reconhecer que o colonialismo cumpriu o papel de filosofia da Modernidade, a importância atual desse tema reside em reconhecer que as estruturas coloniais de poder têm provado ser mais duradouras e estáveis do que se pensa. Se é objetivo de APEL fundamentar uma ética racionalmente de acordo com as atuais necessidades do mundo, cujo desenvolvimento científico e técnico ameaça a sobrevivência do planeta inteiro; para DUSSEL, essa ética à altura dos problemas atuais também poderá se constituir objetivo de uma razão pós-colonial, que funde passado e presente em uma mesma categoria universalizante.