Voltar para Dissertações
Dissertações

Fixismo e Evolução: Epistemologia da Biologia

Ana Cecilia Correia Lima Tripicchio

Dissertação
Autor
Ana Cecilia Correia Lima Tripicchio
Orientador(a)
LUIZ ROBERTO MONZANI
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Ana Cecilia Correia Lima Tripicchio. Fixismo e Evolução: Epistemologia da Biologia. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): LUIZ ROBERTO MONZANI.1

Esta dissertação tem por objetivo inspecionar brevemente conexões entre alguns conceitos centrais, presentes em reflexões metafísicas sobre a História Natural e suas conseqüências epistemológicas no campo da Biologia ocidental de Aristóteles até Lamarck.. Para tal, houve o rastreamento dos pilares conceituais em três paradigmas acerca do conhecimento do mundo vivo: o Fixismo Naturalista de Aristóteles, o Fixismo Criacionista de Agostinho e Tomás de Aquino e o Transformacionismo de Lamarck. A estrutura metafísica e científica que ancora essas visões parte dos conceitos principais de ‘Ser animado’, ’Scala Naturae’ e ‘Teleologia em a Natureza’. Na Filosofia da Natureza de Aristóteles, esses conceitos sustentam uma metafísica continuísta ao suportarem um modelo fixista para apreensão racional dos vivos observados. O modelo epistêmico essencialista de Aristóteles e sua conseqüente concepção imanentemente estática de natureza, incluído na metafísica do criacionismo medieval, é atacado em suas fundações por Lamarck, pois seu postulado transformacionista dos seres vivos traz em seu bojo a possibilidade de modificação substancial dos corpos vivos. A ruptura metafísica e a diferença epistemológica radical das considerações fixistas ficam por conta de Lamarck, que com sua teoria integrista da Evolução, inaugura explicitamente na Biologia, uma metafísica descontinuísta que suporta uma posterior e atual visão da natureza viva também ateleótica e indeterminista.

Palavras-chave: