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Dissertações

Formas de Subjetivação e Subjetividade Moderna em Foucault

JOAO BATISTA VALVERDE OLIVEIRA

Dissertação
Autor
JOAO BATISTA VALVERDE OLIVEIRA
Orientador(a)
JOSÉ TERNES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1996
1996JOAO BATISTA VALVERDE OLIVEIRA. Formas de Subjetivação e Subjetividade Moderna em Foucault. 1996. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): JOSÉ TERNES.2

Pretende-se dar conta de alguns aspectos das análises efetuadas por Foucault, no que concerne a três desvios importantes da sua trajetória filosófica. Começando pela passagem da sociedade-judiciária à sociedade-disciplinar, que marca o movimento em direção aos temas políticos. Articula-se ainda uma outra passagem, que é simultânea à primeira e que se constitui na mesma esteira: do poder-lei ao poder-norma. Por fim, considerando o último Foucault, enfoca-se o tema da ética ou da conduta individual, assim como ele é apresentado em """"O cuidade de si"""" e em algumas conferências realizadas em Berkeley, em 1980. Mostra-se também, através das técnicas de dominação e das técnicas de si, a transformação de dois preceitos antigos que são importantes na constituição da subjetividade moderna: o preceito délfico """"conhece-te a ti próprio"""" ( gnothi heauton ) e o preceito monástico """"diz-me cada uma das tuas faltas"""" ( omnes cogtationes ). Este preceito monástico da confissão, do dizer a verdade sobre si mesmo a outrem, é o início de uma """"hermenêutica do eu""""...O primeiro capítulo descreve o desenvolvimento das instituições disciplinares, sua dispersão social, bem como a sua articulação com dispositivos normativos que constituem a sociedade disciplinar ou moderna. Trata também das formas de poder imbricadas nas tramas relacionais da história. O segundo capítulo enfoca a problematização da lei e da norma, relacionando-as e descrevendo os seus processos de imbricação e interposição que as constitui. O terceiro capítulo adentra a problematização do cuidado de si, desenvolvida desde a Grécia clássica, passando pelos dois primeiros séculos da era cristã, para desaguar modificada no cristianismo. Aqui Foucault trabalha o preceito cristão mais importante, para a constituição da subjetividade Ocidental que é a confissão. A tarefa, portanto, é de elencar alguns dos principais elementos para a constituição de uma história das formas de subjetivação no Ocidente.