Função e Natureza dos Juízos Infinitos: Aspectos da negação predicativa na.Crítica da Razão Pura
Fabio François Mendonça da Fonseca
- Autor
- Fabio François Mendonça da Fonseca
- Orientador(a)
- Luiz Carlos Pinheiro Dias Pereira
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
O projeto se destina a elucidar os motivos pelos quais Kant postula, na Crítica da Razão Pura, a tese de que os juízos infinitos da forma """"S é não-P"""" não se reduzem aos afirmativos da forma """"S é P"""" e nem aos negativos da forma """"S não é P"""". A distinção não parece se sustentar na abordagem extensional que é própria da Lógica Geral, uma vez que a equivalência entre juízos infinitos e negativos se revela incontornável. O método adotado segue as advertências dadas pelo próprio Kant e consiste em localizar algum passo da argumentação desenvolvida na Dialética Transcendental onde esta forma judicativa desempenhe um papel exclusivo e imprescindível. Examinamos .duas hipóteses. A primeira é que os juízos infinitos têm papel essencial na formulação e na solução da Primeira Antinomia da Razão Pura. A segunda é que têm função na formulação do Princípio da Determinação Completa, o qual é suscitado a pretexto de se elucidar o Ideal Transcendental da Razão Pura. Esta segunda hipótese se mostrará de fato a solução do nosso problema, mas terá repercussões sérias na interpretação de toda Crítica da Razão Pura, sobretudo ao pressupor um aspecto intensional da predicação que no geral tem sido desconsiderado e até mesmo recusado pelo comentário da filosofia de Kant.
