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Dissertações

Funcionalismo e Behaviorismo sobre Predicações Psicológicas Ordinárias: Esboço de uma Abordagem, Discussão Crítica e Novos Paralelos

Filipe Lazzeri Vieira

Dissertação
Autor
Filipe Lazzeri Vieira
Orientador(a)
Paulo Cesar Coelho Abrantes
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Filipe Lazzeri Vieira. Funcionalismo e Behaviorismo sobre Predicações Psicológicas Ordinárias: Esboço de uma Abordagem, Discussão Crítica e Novos Paralelos. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Paulo Cesar Coelho Abrantes.2

Este trabalho (1) apresenta um esboço de uma abordagem funcionalista e comportamental sobre como as predicações psicológicas ordinárias de várias categorias (mas não de todas elas) desempenham suas funções de explicar e predizer comportamentos. Também (2) faz uma comparação desta abordagem com a versão de funcionalismo de Armstrong e Lewis e com aquela de Dennett, bem como salienta alguns paralelos novos entre funcionalismo e behaviorismo em sentido mais geral. Além disso, o trabalho (3) procura mostrar que as objeções desses autores a perspectivas comportamentais a respeito não são cogentes relativamente àquela particular que sugerimos, e que as abordagens deles enfrentam algumas dificuldades. Segundo a perspectiva aqui delineada, parcialmente com base no behaviorismo teleológico de Rachlin, as predicações relativas ao que têm frequentemente sido chamado de atitudes proposicionais, bem como aquelas relativas a afecções e a traços de caráter, têm, tipicamente, como condições de verdade, relações estendidas no tempo (incluindo, em alguns casos, relações presentes) entre comportamentos do organismo ou sistema inteiro e circunstâncias do ambiente maior. Utilizamos as noções de operante e de respondente como auxílio para caracterizar e elucidar essas relações. Os comportamentos que formam tais relações, sugerimos, não são necessariamente manifestos. A abordagem contrapõe-se ao que é aqui chamado de mentalismo, isto é, à ideia de que as predicações em questão desempenham seus papéis pela designação, em geral, de entidades próprias do interior do corpo (sejam concebidas como entidades físicas ou não), entendidas como causas eficientes dos comportamentos que supõem explicar ou predizer. Concordamos com o teleofuncionalismo, tomado de modo neutro e moderado, que as condições de verdade dessas predicações costumam ser entidades que possuem funções como resultado de certos tipos de histórias. É também aqui argumentado que, apesar de a tese da múltipla exemplificabilidade (ou realizabilidade), o holismo e o funcionalismo acerca de predicações em questão serem teses frequentemente formuladas supondo-se o mentalismo, elas são, na verdade, independentes dele, e, mais do que isso, compatíveis com a abordagem delineada.