Habitar o hábito: reflexao e origem da cidade no pensamento de Walter Benjamin
FRANCISCO AUGUSTO CANAL FREITAS
- Autor
- FRANCISCO AUGUSTO CANAL FREITAS
- Orientador(a)
- EDUARDO SOARES NEVES SILVA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Esta dissertação procura demonstrar a partir da obra de Walter Benjamin como o hábito se reflete nas formas de habitar a cidade, desde a sua origem. Para compreender essa relação, é preciso primeiro esclarecer por que a cidade é historicamente o lugar em que ocorre essa reflexão. Em segundo lugar, entender a estrutura linguística da cidade e, reciprocamente, a arquitetônica da linguagem. Em seguida, investigar a origem e a história das formas de habitar. A origem da cidade moderna é identificada por Benjamin com as passagens parisienses do século XIX, cujos desdobramentos se configuram nas arquiteturas do intérieur, do art nouveau e de ferro e vidro. Em cada uma dessas é reformulado o conceito de habitar, que se define entre permanência e transitoriedade, entre proximidade e distância, pelo rastro deixado nas construções. Porém, seguindo o apagamento dos rastros diagnosticado por Benjamin na arquitetura de vidro, pergunta-se, afinal, se é possível conceber o habitar como pura transitoriedade e como são possíveis ruínas de vidro.
