Identidade formal ou constituição? A relação entre conceito e objeto em Tomás de Aquino e Dietrich de Freiberg
MARIO AUGUSTO QUEIROZ CARVALHO
- Autor
- MARIO AUGUSTO QUEIROZ CARVALHO
- Orientador(a)
- RODRIGO GUERIZOLI TEIXEIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- LÓGICA E METAFÍSICA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
A meta desta dissertação é interpretar e comparar as concepções de Tomás de Aquino.(1224/1225 – 1274) e Dietrich de Freiberg (ca. 1240 – ca. 1318) sobre a natureza de conceitos .empíricos. Numa caracterização preliminar, tais conceitos são aquelas representações mentais .que nos permitem classificar indivíduos em tipos naturais de acordo com características .empíricas. Tendo em vista essa caracterização, é pertinente colocar pelo menos duas questões. .Primeiro: o que faz de um conceito desse tipo uma representação? Segundo: o que o .distingue, enquanto representação sobre coisas que podem existir realmente, de .representações fictícias? No que se refere à primeira questão, esta dissertação busca mostrar .que Tomás e Dietrich constroem suas respostas tendo por base o princípio segundo o qual a .especificação dos atos intelectuais envolvidos na produção de conceitos se deve a .características intrínsecas, absolutas, desses atos e das representações correspondentes. A .diferença entre as respostas estaria em que Tomás emprega o conceito de identidade formal .para explicar a referida especificação, ao passo que Dietrich privilegia o de constituição. No .que se refere à segunda questão, esta dissertação propõe que, em Tomás, a referência do .conceito a coisas que podem realmente existir é garantida, por um lado, pelas similitudes .sensíveis a partir das quais ele é formado e, por outro, pela aptidão do conceito a atuar como .regra para a produção de tais similitudes. Dietrich, por sua vez, buscaria essa garantia numa .análise das características intrínsecas das representações e dos atos cognitivos intelectuais.
