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Dissertações

Imagens da libertação. A relação entre práxis política, transformação social e arte na teoria crítica de Herbert Marcuse

PAULO IRINEU BARRETO FERNANDES

Dissertação
Autor
PAULO IRINEU BARRETO FERNANDES
Orientador(a)
RAFAEL CORDEIRO SILVA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA — UFU
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009PAULO IRINEU BARRETO FERNANDES. Imagens da libertação. A relação entre práxis política, transformação social e arte na teoria crítica de Herbert Marcuse. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, MG. Orientador(a): RAFAEL CORDEIRO SILVA.4

O objetivo do presente trabalho é demonstrar que a relação entre a transformação social e a arte está presente em toda a obra de Herbert Marcuse e sofre modificações na maneira como o autor a concebe ao longo de sua trajetória intelectual. Além disso, evidenciar que a transformação social pressupõe uma mudança na consciência do indivíduo. A arte, preservando a sua autonomia, pode contribuir para essa transformação, auxiliando na construção de uma nova sensibilidade. Em outras palavras, o filósofo defende que a autonomia da arte lhe confere um poder político e subversivo importante no processo de transformação da consciência dos indivíduos e da sociedade. Marcuse, por um lado, a partir da leitura de Kant, Freud e Schiller, defende a possibilidade de reconciliação, na dimensão estética, entre o """"princípio de prazer"""" e o """"princípio de realidade"""". Por outro lado, a partir da leitura de Hegel, Marx e Weber toma como pontos de partida a historicidade, a dissolução do indivíduo, a unidimensionalidade da sociedade capitalista e a necessidade da revolução. Somando todas essas influências e dando às mesmas um caráter muito próprio, Marcuse propõe a construção de um novo indivíduo e de uma nova sociedade a partir da revolução, tanto social quanto da consciência e da sensibilidade. A arte, como elemento inspirador, é uma das variáveis que poderiam contribuir para essa construção. A investigação busca apresentar a noção marcuseana de revolução, passando pela análise dos aspectos afirmativo e negativo da arte, bem como pela caracterização feita pelo autor do potencial de negação da arte, que já estava presente nas obras da década de 1930 e acompanha as reflexões do autor até as suas obras finais, nas décadas de 1960 e 1970. Para tanto, partimos da seguinte hipótese: há, no quadro da Teoria Crítica marcuseana, um lugar para a arte, como elemento inspirador de uma nova práxis política que, por sua vez, pressupõe uma transformação da consciência. Como desdobramento da hipótese, defendemos que, para o autor, um dos papéis da arte é o de fornecer as """"imagens da libertação"""", que auxiliariam no processo de mudança na consciência dos indivíduos. De acordo com as nossas conclusões, tanto a hipotese, quanto o seu desdobramento, foram confirmados, embora não se possa afirmar que haja um consenso sobre o tema entre os pesquisadores do pensamento de Marcuse.