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Dissertações

Imunidade e Autoimunidade: Derrida e a Desconstrução da Vida

Maíra dos Santos Matthes da Costa

Dissertação
Autor
Maíra dos Santos Matthes da Costa
Orientador(a)
Paulo Cesar Duque Estrada
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Maíra dos Santos Matthes da Costa. Imunidade e Autoimunidade: Derrida e a Desconstrução da Vida. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Paulo Cesar Duque Estrada.2

Autoimunidade é um termo empregado nas ciências médico/biológicas para definir o ataque das células protetoras de um corpo contra si mesmo. É também uma expressão que Jacques Derrida torna mais abrangente ao compreender como o movimento no qual uma dada identidade (seja um organismo, um indivíduo ou um país) volta contra si mesmo e ataca sua própria imunidade. Poderíamos, com isso, pensar a “vida” de outro modo? A hipótese a ser desenvolvida nessa dissertação é que Derrida nos permite responder afirmativamente essa questão levando em consideração três etapas. Primeiramente, formulando o que viria a ser o “conceito tradicional de vida” e como tal concepção implicaria uma “concepção tradicional do tempo.” Chamarei tal concepção de “vida enquanto imunidade absoluta” e alegarei que (a) ela é composta pela junção de duas características: ipseidade e prazer auto-centrado, e que (b) tais características implicam o chamado “conceito metafísico do tempo.” Em segundo lugar, mostrando como as características da noção de vida imune estão expostas aos processos autoimunes – o que tem como resultado o comprometimento da imunidade dessas. Em terceiro lugar, explicando o que Derrida chamou de “sobrevida” a partir da desconstrução do conceito metafísico do tempo. Concluir-se-á que, para pensar a vida de outro modo seria preciso considerar a ocorrência de um duplo processo de imunização e autoimunização irredutível à noção de vida enquanto imunidade absoluta. Tal duplo processo seria capaz de desconstruir a temporalidade implicada em tal concepção e abrir espaço para a “sobrevida.”