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Dissertações

Incomunicabilidade: Digressões sobre o Fenômeno.

Jorge Alam Pereira dos Santos

Dissertação
Autor
Jorge Alam Pereira dos Santos
Orientador(a)
Hilan Nissior Bensusan
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Jorge Alam Pereira dos Santos. Incomunicabilidade: Digressões sobre o Fenômeno.. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Hilan Nissior Bensusan.2

O presente trabalho é o registro de um percurso entre termos, metodologias, problemas e autores, que direta ou indiretamente levam a questão da incomunicabilidade: suas condições de possibilidade, suas aporias, sua ligação com os temas tradicionais de investigação sobre a linguagem: a relação entre linguagem e valor, expressão e silêncio, conceitos e imagem, interpretação e tradução, pragmática e política, e alguns outros. Todos esses temas foram explorados com o objetivo de verificar como suspeitas a respeito da comunicação, podem ganhar ou perder plausibilidade quando associadas com diferentes concepções da linguagem e cruzadas com temas conexos. Assim, as idéias de que “não nos comunicamos de fato” ou “que o fazemos sobre um fundo de incomunicabilidade”, ou “que raramente nos comunicamos”, foram levadas a sério, exploradas e confrontadas com o paradigma inverso, o de que a priori nos comunicamos, de que o fazemos porque somos agentes racionais e nos utilizamos de uma linguagem acessível para expressar nossos pensamentos e realizar nossos performativos, que todo o processo é racional e regido por regras acessíveis e claras. Na contraposição a esse paradigma se desenvolveu o presente trabalho, suscitando argumentos e concepções alternativas a respeito da linguagem, dos falantes, da geração de sentido, que minam a certeza dessa concepção otimista da interação linguística. A certa altura foi preciso nos contrapor a uma objeção pertinente sobre a plausibilidade de se colocar todo esse paradigma em questão. Aproveitamos da situação para desenvolver outras análises e linhas de fugas, multiplicando as perspectivas e aumentando a versatilidade e insistência do problema. Por fim retornamos para onde havíamos começado, encerrando o ciclo de questão sobre linguagem e comunicação, com acenos para o silêncio, a solidão e inexpressividade da existência, ao nada.