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Dissertações

Infinito, afectos e idéias na filosofia de Spinoza.

Saulo Costa de Carvalho

Dissertação
Autor
Saulo Costa de Carvalho
Orientador(a)
AQUILES CORTES GUIMARAES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2002
2002Saulo Costa de Carvalho. Infinito, afectos e idéias na filosofia de Spinoza.. 2002. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): AQUILES CORTES GUIMARAES.2

A partir de sua intuição radical, o infinito alcança em Spinoza a sua mais legitima expressão conceitual. Em sua filosofia, a teoria da substância instaura uma ontologia pura na qual o infinito imanente se apresenta como um plano de potência absoluta que impede todas as formas de hierarquização e limitação e se distribui por linhas abstratas de composição (atributos) e composições singulares (modos). A univocidade do ser em Spinoza coloca dois problemas: o da investigação da gênese das idéias e o da seletividade dos afectos. A filosofia, no modo prático que Spinoza concebe se apresenta em três atos: investigação, instauração e seleção. Se há um ato absoluto de instauração, que dissolve as hierarquias e limitações, afirmando uma imanência selvagem e irredutível, devemos compreender como as idéias tanto quanto os corpos, apresentam-se como objeto de uma e só ética, pois a univocidade do ser em Spinoza como princípio especulativo implica o monismo da prática pelo qual todas as coisas experimentem até onde pode ir o seu envolvimento com o infinito.