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Dissertações

Inquietum ...cor. A Inquetude do ser humano, visão ético-antropológica de Agostinho de Hipona segundo as """"Confissões""""

Francisco Camelo Nogueira

Dissertação
Autor
Francisco Camelo Nogueira
Orientador(a)
Francisco Manfredo Tomás Ramos
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Francisco Camelo Nogueira. Inquietum ...cor. A Inquetude do ser humano, visão ético-antropológica de Agostinho de Hipona segundo as """"Confissões"""". 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Francisco Manfredo Tomás Ramos.2

RESUMO ... . Esta dissertação tem por objetivo analisar o tema da Inquietude do ser humano, do ponto de vista da Filosofia Cristã, tomando como referencial e limite do tema o pensamento de Agostinho de Hipona, exposto na sua autobiografia concluída em 401, conhecida como as “Confissões”. A estrutura lógica do presente texto foi construída a partir da frase-síntese paradigmática de caráter universal, constante da prece de abertura: “Fizeste-nos para Ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti”. Portanto, três são os momentos descritos por Agostinho, retirados da frase supracitada: primeiro, a Criação ex nihilo ( Fecisti nos ad Te); segundo, a inquietude humana, geradora da mobilidade e dinamismo, próprios do ser humano (... et inquietum est cor nostrum...); terceiro, o repouso em Deus (...donec requiescat in Te...). As razões da inquietude humana são: primeira, o homem, criatura racional e, portanto, privilegiada na ordem das coisas, sendo orientado para o Criador, vive em permanente estado de tensão para Deus; a segunda razão da inquietude reside no fato de que o homem carrega no seu intimo o pecado, fruto do livre arbítrio (mala voluntas); a terceira razão da inquietude funda-se na criaturidade, na temporalidade, na ambigüidade do homem, um ser finito com desejos insuprimíveis do infinito. É o drama existencial do homem em busca da felicidade, ele que é solicitado pelos bens temporais e pelos bens eternos. Para exposição do tema iniciou-se, portanto, com a solução encontrada por Agostinho para explicar a origem das criaturas, a Criação ex nihilo. Em seguida, expõe-se a natureza da criatura racional, imagem de Deus e o itinerário de sua angústia existencial até seu encontro com o Criador. Para isto procurou-se explicitar a peregrinação do espírito de Agostinho de Hipona, nas suas idas e vindas pelos labirintos do erro, passando pelo maniqueísmo, pelo platonismo e pelo neoplatonismo, indo deparar-se com as Escrituras, sobretudo com os textos do Apóstolo Paulo, cuja leitura o leva à conversão. Enfim, o momento final das Confissões aponta a grande solução da inquietude humana, a beatitude, o repouso em Deus (donec requiescat in Te). Neste ultimo capitulo discute-se o tema da dimensão escatológica do homem, da virtude como a ordem do amor, do uti-frui, o princípio do agir humano e, enfim, o peso do amor, a autotranscendência para Deus, como o fim último do homem.