Jean-Jacques Rousseau: os princípios éticos do estado de natureza e sua influência no contrato social e na educação.
Celso Juca Castro
- Autor
- Celso Juca Castro
- Orientador(a)
- Castor Marí Martín Bartolomé Ruiz
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
Este trabalho representa a aposta na existência de um eixo ontológico (o ser humano) inspirador para as idéias de Rousseau e que unificou seu pensamento por uma causa ética: a premência de um processo de resgate da dignidade individual e coletiva do ser humano. ..Em cada elemento da investigação enseja-se a centralidade do estado de natureza funcionando como inspiração, método e critério. Ao ser designado por Rousseau como uma condição quiçá inexistente, mas necessária para os nossos juízos morais, o estado de natureza fortificou-se em sua dimensão hipotética, granjeando um caráter motivacional pleno de possibilidades interpretativas. A atualidade desta apreciação comprova-se pela inextinguível tensão do binômio natureza/sociedade, mas sobretudo pela voz interior da consciência subsidiando, reiteradamente, o ideal normativo de uma sociedade pautada por princípios éticos. A metodologia evolutivo-conjuntural, presente sobretudo no Discurso sobre a Desigualdade, valida nosso empenho ético-filosófico. ..Afirmar e tentar justificar a unidade deste estado comporta, em nossa análise, a exigência específica de concentrar, com mais ou menos prudência, alguns assuntos e idéias constantes na obra rousseauniana. O grau de abstração sobre estes últimos dá-se conforme a adequação da afirmação do primado humano adequado à bondade inata. Neste sentido a evocação de realidades casuais quer concorrer para uma reflexão direcionada para um maior conhecimento da verdade humana mais substancial. A partir desta configuração tanto a política como a educação são cruzadas pela idéia de uma bondade inata indestrutível, logo, atual e pejada de possibilidades éticas.
