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Dissertações

Jerry Fodor, a linguagem do pensamento e a crítica ao cognitivismo.

Marcos Cesar Buchele Lyra

Dissertação
Autor
Marcos Cesar Buchele Lyra
Orientador(a)
Breno Hax Junior
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ — UFPR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Marcos Cesar Buchele Lyra. Jerry Fodor, a linguagem do pensamento e a crítica ao cognitivismo.. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Breno Hax Junior.2

O avanço da Psicologia e o desenvolvimento de novas idéias na Filosofia da Mente fez surgir algumas teorias que tentam fundamentar aquilo que até hoje se chama de cognitivismo: a visão de que processos mentais podem ser entendidos, ao menos parcialmente, como operações formais sobre símbolos pertencentes a um sistema representacional possuído por um sistema intencional..O filósofo norte-americano Jerry Fodor faz parte de tal desenvolvimento ao propor a teoria da Linguagem do Pensamento (LP). A teoria sugere a existência de um código interno, inato e universal, que ao constituir representações mentais serve de base para a expressão de estados mentais como o da crença. Segunda a teoria da Linguagem do Pensamento, nossa mente manipula sentenças em LP que constituem representações, as quais por sua vez manifestam-se como as atitudes proposicionais presentes na psicologia popular (folk psychology). O presente trabalho tem como metas avaliar o alcance, fundamentos, e possíveis objeções a essa teoria. .O objetivo inicial é o de apresentar os fundamentos teóricos da teoria da Linguagem do Pensamento, e suas relações com as teorias Representacional e Computacional da Mente. Em seguida é avaliada a objeção à teoria colocada por Searle, com o experimento de pensamento do Quarto Chinês. .O primeiro capítulo apresenta de que forma Fodor argumenta em favor da teoria da Linguagem do Pensamento. Esta por sua vez é dependente de outra teoria mais antiga e que já assumiu várias formas na história da filosofia: a Teoria Representacional da Mente. Mostro na segunda parte do primeiro capítulo, de que forma a Teoria Representacional da Mente forma um quadro teórico no qual Fodor se baseia para sustentar a LP. É explicado de que forma Fodor argumenta pela complexidade de estados mentais de forma a dar fundamento à Linguagem do Pensamento..O segundo capítulo deste trabalho realiza uma análise crítica da objeção de Searle ao cognitivismo e, por conseguinte, à Linguagem do Pensamento. É apresentado o argumento do Quarto Chinês. Com este argumento o autor questiona o fato de serem as computações, também entendidas como manipulações simbólicas, relevantes para o entendimento dos estados mentais produzidos pelo cérebro. Searle pretende refutar inicialmente a IA Forte. Porém o autor amplia o alvo da argumentação e questiona o cognitivismo, com isso ficando ameaçada a integridade da teoria da LP. .São mostradas diversas respostas clássicas ao argumento. A seguir discute-se a resposta de Fodor e as relações entre intencionalidade, neurobiologia e computação são consideradas. Fodor sugere que a noção de causalidade esteja envolvida em uma resposta ao desafio imposto pelo Quarto Chinês de Searle. Simultaneamente apresento um modelo de entendimento do problema que permita responder ao argumento do Quarto Chinês e que não se distancia do que é sugerido pela resposta de Fodor.