- Autor
- MARA JULIANE WOICIECHOSKI HEIFENSTEIN
- Orientador(a)
- Denis Lerrer Rosenfield
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Esta dissertação apresenta a concepção de juízo político de Hannah Arendt..Afastando-se de uma leitura ortodoxa dos textos kantianos, Arendt vislumbra no.juízo reflexionante estético de Kant a estrutura do juízo político. Em um constante.diálogo com a obra kantiana a autora se apropria de vários conceitos, tanto.conceitos constantes na Crítica da faculdade do juízo, que é a obra que ela afirma.conter a verdadeira filosofia política de Kant, como conceitos de outras importantes.obras kantianas. No decorrer deste texto, quando entendemos que ocorre uma.apropriação conceitual buscamos situar minimamente o conceito no contexto da.obra kantiana para compreendermos a concepção e o gesto interpretativo de Arendt..Através da análise de seus escritos mostramos como ela compreende o modo de.funcionamento da faculdade humana de julgar os eventos políticos, por meio da.exposição e discussão dos principais conceitos envolvidos em sua teoria. Assim,.apresentamos as condições de possibilidade do juízo representadas pelas.faculdades da imaginação e do senso comum, bem como as duas perspectivas.pelas quais essa faculdade se manifesta no mundo público, o juízo do ator e o juízo.do espectador. Depois, analisamos a conexão entre as faculdades de pensamento e.juízo para extrair as implicações éticas da faculdade humana de julgar. Estas.reflexões são uma tentativa de compreender como, para Arendt, opera a faculdade.de julgar; por que ela considera esta faculdade a mais política das habilidades.espirituais do homem, e qual é a relevância política desta atividade do espírito.
