""""Karl Otto Apel: um confronto crítico com Heidegger, Wittgenstein e Karl Popper""""
Paulo José de Paula Gadelha
- Autor
- Paulo José de Paula Gadelha
- Orientador(a)
- Manfredo Araújo de Oliveira
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
O objetivo deste trabalho é mostrar de que forma Apel, desse confronto com as diversas correntes do pensamento contemporâneo, procura reunir certos elementos que lhe permitiram pensar uma filosofia transcendental posta ao nível das discussões filosóficas atuais. Apel quer retomar a idéia de filosofia como teoria de princípios últimos e reafirmar o caráter transcendental do pensar filosófico. É nesse sentido que se diz que ele caminha na contramão, porque a filosofia contemporânea é marcada por um processo de destranscendentalização do pensar, como diz W. Kuhlmann. Cabe ressaltar que aqui se pretende mostrar o confronto que se estabelece entre Apel e três das principais correntes do pensamento contemporâneo, ou seja, o confronto dele com a hermenêutica de Heidegger, com a filosofia analítica de Wittgenstein e com o racionalismo crítico de Karl Popper. Não que Apel se confronte apenas com essas três correntes de pensamento porque, como se sabe, ele estabelece um diálogo muito mais amplo, inclusive com Peirce, Gadamer e Habermas, entre outros. Entretanto, por uma necessidade de limitação, este trabalho ficou restrito ao diálogo de Apel com essas três correntes. Embora a intenção fundamental deste trabalho seja expor as objeções que Apel faz a cada um desses pensadores, é dedicado um capítulo a cada um, para que se possa mostrar suas posições e, em seguida, as objeções que Apel faz a cada um deles. A grande questão que Apel tem que responder aos contemporâneos é: como uma teoria transcendental de princípios últimos pode ser dita contemporânea ou não-metafísica? Podemos encontrar a resposta de Apel a essa pergunta nas críticas que ele faz à filosofia contemporânea, nas críticas a Heidegger, Wittgenstein e Karl Popper, porque eles vão se voltar contra essa idéia de fundamentação.
