- Autor
- JOSÉ NERIVALDO PIMENTA
- Orientador(a)
- JOSÉ NICOLAU HECK
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Neste trabalho, a filosofia política de Karl Popper é analisada com vistas a subsidiar uma interpretação filosófica da crise do pensamento marxista, agravada pelo fim do chamado socialismo real. A obra de Popper é um esforço de refutação da filosofia política marxista. Popper parte de seu método das ciências naturais, notadamente da física, norteado pela rejeição do procedimento indutivo. A aplicação de seu método de Conjecturas e refutações no campo das Ciências Sociais lhe permite refutar as correntes metodológicas por ele denominadas historicistas, incluído aí o marxismo. O esforço de Popper visa provar que o marxismo e as teorias metodológicas coletivistas em geral impedem os homens de reconhecer seu potencial para a iniciativa política e as possibilidades que têm de mudar a realidade. O marxismo, de teoria política revolucionária, passa assim à condição de entrave à ação política transformadora da realidade por colocar suas esperanças em leis gerais da história. Leis essas que Popper procura refutar. A contribuição de Popper para o método da sociologia e da história, por fundar-se no individualismo metodológico, apresenta também dificuldades que podem colocá-la em xeque. Tais dificuldades não impedem a Popper de perceber e demonstrar os graves equívocos do historicismo no pensamento político.
