- Autor
- Dinarte Lopes
- Orientador(a)
- Jesus Vazquez Torres
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A afirmação kierkegaardiana de que """"a verdade é a subjetividade"""" é aqui apresentada como resultado de sua crítica à objetividade enquanto projeto filosófico. No esforço de validação do conhecimento objetivo, a filosofia tende a aniquilara diferença radical entre SUJEITO e OBJETO. Para Kierkegaard, esta identificação é fatal, pois, sob a escusa de garantia da certeza, o pensamento especulativo vê sucumbir diante de si a subjetividade mesma. Então, se a afirmação de que a verdade é a subjetividade figura como reafirmação da diferença entre sujeito e objeto, a dialética existencial de Kierkegaard, por outro lado, na condição de discurso fundado nesta diferença inconciliável, apresenta-se como um discurso do paradoxo que, ao negar a possibilidade de Deus como objeto do pensamento, assume-o como Absolutamente Outro. O itinerário da pesquisa partiu das categorias existenciais da angústia e do paradoxo para, em seguida, explicitar os pólos em que se move o discurso kierkegaardiano: da formulação socrática da pergunta pela possibilidade da verdade aos herdeiros modernos de Sócrates: Kant e Hegel.
