- Autor
- Émerson Luís Monsani
- Orientador(a)
- Thadeu Weber
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Lei moral e liberdade em Kant é o tema desse trabalho. A questão é abordada a partir da Crítica da Razão Pura, onde Kant abre possibilidade de se pensar a liberdade mediante a teoria dos dois mundos: o sensível e o inteligível. O mundo sensível ou fenomênico é o campo de investigação da razão no seu uso teórico (especulativo). O mundo inteligível ou numênico pertence à razão no seu uso prático. É enquanto também pertencente a este último que o homem é considerado do ponto de vista prático e, portanto, responsabilizado moralmente...Preocupado em encontrar um princípio moral que fosse universal, Kant o formulou como vinculado ao conceito de uma vontade pura (livre das influências sensíveis). Nesse sentido, as nossas máximas são julgadas por um critério formal de moralidade: o imperativo categórico que, identificando-se com o princípio de moralidade, somente é possível sob o pressuposto de que o homem seja livre. A liberdade é o conceito chave sobre o qual se sustenta a moralidade kantiana. Com isso, pretendeu-se mostrar que a lei moral não é um espectro a aterrorizar o sujeito no seu agir, mas um produto da liberdade no sentido de autonomia: o sujeito obedece à lei que ele mesmo se dá.
