- Autor
- Marcelo Gross Villanova
- Orientador(a)
- Denis Lerrer Rosenfield
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Hobbes opera um arranjo argumentativo de forma a estruturar um novo esqueleto conceitual dos termos principais do seu original projeto político-filosófico. O presente trabalho pretende dar conta de percorrer o labirinto argumentativo que envolve a inclusão e a exclusão dos âmbitos de validade entre lei natural e lei positiva. A trajetória intelectual hobbesiana é permeada por definições contrastantes entre termos e atua na direção de fazer com que uma possível contenda sobre a extensão ou preeminência entre os termos se dissipe, afrouxando a contraposição entre eles. Imagina-se ter um ganho de compreensão desse nó com que amarra a lei natural e a lei positiva, antendo-se às suas articulações. A exposição visa apontar alguns elementos chaves da tessitura fina da relação entre lei natural e lei positiva, como razão natural, razão soberana, ação e intenção, direito de resistência, ?silêncio da lei?. Utiliza-se de partes da peça Antígona de Sófocles para ilustrar alguns dos seus pontos, somando a ela, interpretações modernas que podem ser sugestivas do movimento teórico hobbesiano. Identifica-se, ao final, na literatura crítica, várias afirmações dos intérpretes quanto às reconciliações conceituais com que Hobbes opera e sugere-se que esse pode também ser o caso na relação entre lei natural e lei civil. Além disso, propõe-se que esses elementos chaves podem ser as pistas para percorrer esse labirinto argumentativo.
