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Dissertações

LEIBNIZ E A CONCEPÇÃO CARTESIANA DE MATÉRIA E MOVIMENTO

DJALMA MEDEIROS

Dissertação
Autor
DJALMA MEDEIROS
Orientador(a)
CARLOS ALBERTO RIBEIRO DE MOURA
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005DJALMA MEDEIROS. LEIBNIZ E A CONCEPÇÃO CARTESIANA DE MATÉRIA E MOVIMENTO. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): CARLOS ALBERTO RIBEIRO DE MOURA.2

O presente trabalho expõe aspectos da controvérsia que ocorreu, entre Leibniz e os seguidores da filosofia cartesiana, a respeito do estatuto metafísico da extensão e da validade da suposição de que o mundo físico pode ser explicado a partir de magnitude. figura e movimento. São descritos os diversos argumentos elaborados por Leibniz em suas objeções à concepção cartesiana de matéria e movimento. Neste sentido, ele lança mão de princípios e conceitos, de ordem lógica, matemática, física e metafísica, para mostrar a insuficiência da noção de matéria como extensão. Embora concorde que todo fenômeno natural particular possa ser explicado mecanicamente se for suficientemente explorado, todavia, os próprios princípios mecânicos derivam de outros superiores a eles e não se explicam somente por consideração de quantidade e de ordem geométrica. Eles se fundam em algo metafísico, independente das noções imaginárias, e devem ser referidos a uma substância inextensa. Há também inerente na matéria, junto à extensão e suas modificações, a força ou potência de ação que permite a passagem da metafísica à natureza e das coisas materiais às imateriais. Esta força possui suas próprias leis, derivadas não só dos princípios absolutos de necessidade prevalecentes na matemática, mas também dos princípios da razão perfeita. Do que resulta uma concepção dinâmica de matéria e movimento, em que os aspectos quantitativos do mundo físico material estão relacionados e ultimamente enraizados nos aspectos qualitativos do reino monádico metafísico.