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Dissertações

Levinas fenomenólogo? investigação a partir do conceito intencionalidade da consciência

Juliano de Almeida Oliveira

Dissertação
Autor
Juliano de Almeida Oliveira
Orientador(a)
Mario Ariel González Porta
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Juliano de Almeida Oliveira. Levinas fenomenólogo? investigação a partir do conceito intencionalidade da consciência. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Mario Ariel González Porta.3

O presente trabalho deseja investigar os escritos de Levinas, a partir do prisma da intencionalidade da consciência, a fim de se verificar a plausibilidade de considerá-lo vinculado ou não ao pensamento fenomenológico, iniciado por Husserl. Nos três capítulos em que se articula, busca-se apresentar: a) o pensamento de Husserl, matriz da fenomenologia contemporânea, em seu contexto histórico e teórico, ressaltando o conceito fundamental de intencionalidade que anima a consciência; b) os primeiros contatos de Emmanuel Levinas com a fenomenologia e sua interpretação de Husserl presente na tese doutoral que defendeu em 1930, em que se destacam sua leitura ontológica do projeto husserliano e, em particular, a compreensão da intencionalidade – essência da subjetividade – como transcendência; c) o desenvolvimento e amadurecimento da filosofia levinasiana, sempre em diálogo com a fenomenologia, em que a visão ética da alteridade, fundada sobre o rosto do outro, passa a exercer papel de primeira grandeza e serve de critério para avaliar o conceito de intencionalidade, sobretudo aquela teórica, cuja primazia vem ceder espaço a uma dimensão pré-teórica da consciência – a consciência não-intencional. Chega-se à conclusão de que, ainda que não no aspecto visado por Husserl, o dinamismo primeiro da intencionalidade – saída de si como próprio elemento constitutivo originário – permanece como ponto forte do pensamento de Levinas e permite afirmar uma posteridade levinasiana de Husserl, para além de toda aparente ruptura total